Procurar no site


Contatos

Entre agora e Divirta-se

E-mail: fale_entre_agora@hotmail.com

Greenpeace

  • Na Amazônia, os desafios continuam

    Postado por bcamara - 6 - jan - 2011 às 13:10

    Há décadas se embrenhando na Amazônia, o peruano Marc Dourojeanni já comandou o setor de florestas de seu país e há mais de 15 anos escolheu o Brasil como lar. Virou sumidade quando o assunto é a maior floresta tropical do planeta. Do alto de seus cabelos brancos e de seus incontáveis artigos científicos, Dourojeanni faz contraste com a festa brasileira em cima da queda do desmatamento.

    Para ele, os problemas que a região enfrenta continuam par a par com a grandeza de sua área. Até porque, além dos 4,2 milhões de quilômetros quadrados de Amazônia brasileira, ainda há 2,7 milhões de quilômetros quadrados de floresta espalhados por outros oito países sul-americanos.

    Se no Brasil 18% da mata original já foi para o chão, quando se fala de toda a Amazônia a conta aumenta: cerca de 40% foram derrubados. E mais de 80% da floresta já sofreu algum tipo de degradação. São esses dados que Dourojeanni apresenta em entrevista ao site O Eco.

    Conhecedor da região, o peruano mostra que a dinâmica da devastação segue linhas semelhantes aqui e lá fora. As leis existem, são boas, mas são ignoradas, além de serem a todo momento modificadas – quase sempre enfraquecidas. As áreas protegidas seguem sofrendo pressões em suas bordas. E a dinheirama que chega de outros países para auxiliar na conservação das matas nem se compara com os investimentos para explorar a região de forma predatória.

    Enquanto o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) brasileiro anuncia obras faraônicas em sua porção amazônica, no Peru 80 bilhões de dólares já estão separados para fazer o mesmo: plantar estradas e hidrelétricas no meio de rios e matas. Tudo isso com a bênção – e a grana – de governo e empresas brasileiras.

    Apesar de ser uma grande conquista, a queda do desmatamento no Brasil não acabou com os problemas da Amazônia. E com prevê Dourojeanni, se não mudar a lógica do desenvolvimento a qualquer preço, um novo ciclo de destruição pode cair sobre a região. Leia mais >

  • O ano das florestas

    Postado por bcamara - 4 - jan - 2011 às 18:01


    Foto: Rodrigo Baleia/Greenpeace

    Virada a página do calendário, entramos no Ano Internacional das Florestas. Assim ficou estabelecido na Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU): 2011 é o ano das matas, que chegam a cobrir 31% da área terrestre do planeta. Mais que uma homenagem, o objetivo da ONU é lembrar ao mundo a importância que as florestas têm para a sobrevivência de todo tipo de vida – incluindo nós, humanos.

    Segundo dados da organização, é debaixo das copas das árvores que vivem 300 milhões de pessoas e 80% da biodiversidade da Terra. Mas os serviços ambientais das florestas vão muito além de suas fronteiras: calcula-se que pelo menos 1,6 bilhão de pessoas dependa diretamente delas para sobreviver.

    Boa parte desse total está do lado de cá do globo. Afinal, está aqui a maior floresta tropical do planeta. Dos 6,9 milhões de quilômetros quadrados de Amazônia, 4,2 milhões ficam em território brasileiro. E é ali que moram mais de 20 milhões de pessoas, cerca de 200 mil indígenas e uma biodiversidade que apesar de ser pouquíssimo conhecida, é das mais impressionantes.

    Além de ser fundamental no equilíbrio climático global e influenciar diretamente o regime de chuvas do Brasil e da América Latina, a floresta amazônica estoca entre 80 e 120 bilhões de toneladas de carbono. Números suficientes para convencer qualquer um da importância de se manter de pé esse patrimônio.

    Para ter um tira-gosto da grandeza amazônica, clique aqui e veja uma galeria de fotos da floresta vista de cima. Leia mais >

  • O sagrado e o profano

    Postado por bcamara - 3 - jan - 2011 às 17:26

    “Queridos brasileiros e queridas brasileiras, considero uma missão sagrada do Brasil a de mostrar ao mundo que é possível um país crescer aceleradamente, sem destruir o meio ambiente”. As palavras são de Dilma Rousseff, em seu primeiro discurso oficial como presidente do Brasil. Se na fala da sucessora de Lula meio ambiente virou missão nobre, resta saber se, na prática, a ex-ministra vai optar pelo pecado.

    A inclusão do assunto em discursos oficiais não chega a ser novidade. Quando Lula iniciou seu segundo mandato, há quatro anos, também fez questão de dizer que o governo teria um fino trato com os recursos naturais do país. Não foi bem o que aconteceu.

    Tirando o Programa da Aceleração do Crescimento (PAC) da manga, o governo botou os tratores para cima de florestas, rios e mares, dando de ombros para os sucessivos alertas que técnicos ambientais do Ibama cansaram de dar sobre tais obras. Nomeada como mãe do PAC à época, Dilma prometeu agora, no mesmo discurso em que jogou flores sobre o meio ambiente, que o programa continua firme e forte. Sem tirar nem pôr.

    Alguns especialistas arriscam dizer que, se tirados do papel nos mesmos moldes dos últimos anos, os próximos projetos do PAC podem levar um novo ciclo de ocupação à Amazônia. E aí, o desmatamento que vem caindo pouco a pouco pode voltar a subir, bem no estilo déjà vu. Isso para falar só de Amazônia... Leia mais >

  • O preço da crise do clima

    Postado por camorim - 3 - jan - 2011 às 17:18

    Onda de calor na Rússia e inundações no Paquistão. O balanço negativo das catástrofes naturais ocorridas em 2010, infladas ainda pelos terremotos no Haiti, no Chile e na China, não pára por aí. Segundo reportagem publicada hoje no Valor Econômico, foram registradas 950 catástrofes naturais - o segundo maior número desde 1980 – que provocaram prejuízos de US$ 130 bilhões e mais de 295 mil mortes. Somente o terremoto do Chile, ocorrido em 27 de fevereiro, provocou perdas de US$ 30 bilhões.

    Mesmo eventos naturais que não causaram prejuízos ou mortes trouxeram números muito acima da média registrada em anos anteriores, entre eles a temporada de furacões no Atlântico Norte, que teve 19 ciclones tropicais em 2010 - o terceiro ano mais intenso, perdendo apenas para os 28 registrados em 2005 e os 21 vistos em 1933.

    E quem é o principal causador de tantos problemas? Para a seguradora alemã Munich Re,, responsável pelo levantamento, pelo menos 90% das catástrofes registradas no ano passado, como inundações e tempestades, estavam relacionados a aspectos climáticos, o que indica claramente o avanço das mudanças no sistema global.

    "A pesquisa mostra que a questão climática impacta não só biodiversidade e ecossistemas mas também o bolso dos governos e dos cidadãos que pagam impostos", disse a responsável pela campanha de Clima no Greenpeace Brasil, Nicole Oliveira. Os números da Munich Re são mais um indício de que as mudanças climáticas não são uma invenção, mas sim um problema real que tem de ser combatido. Em 2011, esse será um dos focos do trabalho do Greenpeace. Quer nos ajudar nesse desafio? Junte-se a nósLeia mais >

  • Ano novo, vida velha

    Postado por bcamara - 3 - jan - 2011 às 16:56

    No apagar das luzes de 2010, o Ministério do Trabalho e Emprego soltou sua “lista suja” de trabalho escravo atualizada. Há 88 novos empregadores incluídos, o número mais alto até então. Deste total, 34 estão pelo Pará (24) e Mato Grosso (10), estados tradicionalmente campeões do desmatamento na Amazônia. Nas barbas da fronteira agropecuária, a região, como se vê, continua sendo principal palco de irregularidades não só ambientais, mas também sociais. Leia mais >

  • Tarda mas não falha

    Postado por dbambace - 23 - dez - 2010 às 11:18

    A Agência de pesca japonesa alertou seus oficiais para não mais aceitarem carne de baleia como presente de baleeiros, a fim de evitar problemas com a justiça. Cinco funcionários da agência foram oficialmente repreendidos por receberem de três a sete quilos de uma empresa privada contratada pelo governo japonês para realizar a caça de baleias.

    O valor das carnes está avaliado entre 140 e 840 dólares.  Todo o esquema foi deflagrado depois que o Greenpeace iniciou uma pressão para provar que baleeiros, políticos e oficiais recebiam carne de forma ilegal, de projetos de caça financiados pela população.

    O Japão realiza a caça de baleias afirmando “propósitos científicos”, burlando as determinações da moratória mundial existente desde 1986 contra a caça desses mamíferos. Apesar das justificativas científicas, não é segredo para ninguém que um verdadeiro comércio de carne de baleia mantém-se ativo com a exploração.

    Saiba mais aqui Leia mais >

  • A caminho da eficiência

    Postado por rbaitelo - 22 - dez - 2010 às 17:46


    Finalmente o governo divulgou o Plano Nacional de Eficiência Energética. Ela foi aberta para consulta pública no dia 3 de dezembro e o prazo para o envio de sugestões termina amanhã, dia 23. De cara, chama a atenção o curto tempo para a análise do plano, um catatau de 130 páginas, o que dificulta contribuições públicas. Quem quiser contribuir com propostas do governo precisa correr.

    Apesar desse inconveniente, é uma iniciativa importante. Pela primeira vez propõe-se uma meta consistente de redução do consumo de eletricidade no país, no caso em 10% até 2030 – ou 100 TWh, o equivalente a uma Itaipu. Está no caminho que o Greenpeace propõe no recém-lançado relatório Revolução Energética: uma redução de 16% do consumo de energia até 2030 e de 26% até 2050.

    Falta, contudo, detalhar o plano. Ele descreve o estado da arte das diferentes ações de eficiência energética adotadas pelo país nas últimas duas décadas e sugere dezenas de ações. Está na mão do governo concretizar todo o potencial de eficiência energética dos setores residencial, comercial e residencial e postergar a construção de novas usinas hidrelétricas e termelétricas, previstas nos outros planos de expansão do sistema elétrico.

    Mas o documento carece de um planejamento e um cronograma de execução dessas ações. Sem isso, corre o risco de virar um calhamaço de papel a ficar guardado numa gaveta. Leia mais >

  • E para a Amazônia, nada?

    Postado por bcamara - 21 - dez - 2010 às 18:26

    Quando os ruralistas tentam justificar os mais de 700 mil quilômetros quadrados de floresta amazônica dilacerados nos últimos 40 anos, o discurso é sempre o mesmo: eles estão levando desenvolvimento à região.

    Só se for de suas porteiras para dentro. No documento “A Amazônia e os Objetivos do Milênio 2010”, publicado esta semana pelo Imazon, uma das regiões que mais tem crescido e que mais tem contribuído com o PIB nacional está na lanterninha nos indicadores sociais e ambientais.

    Segundo o estudo, a situação da Amazônia é crítica quando se trata de pobreza, saúde, saneamento básico e violência. Enquanto, em 2009, uma média de 29% da população brasileira era afetada pela pobreza, no eldorado verde esse número estava em 42%.

    Ironia dos fatos, é também ali, onde fica a maior bacia hidrográfica do mundo, que cerca de 34% da população local não têm acesso a água encanada. E mais de 80% dos municípios amazônicos sequer tem rede coletora de esgoto.

    Os autores do estudo não têm dúvida: a economia do desmatamento, que inchou a região de forma desordenada e a explorou de maneira desigual tem deixado seu longo rastro. Quem está na frente – indígenas e demais populações tradicionais – tem que se virar para sobreviver e viver bem.

    A pesquisa do Imazon é uma análise da evolução das metas propostas pela Organização das Nações Unidas (ONU) para 2015. Com números tão desanimadores, fica claro que a região precisa, urgentemente, de uma nova economia. Uma que pare de sugar seus recursos para enriquecer a outros. Que deixe ali mesmo a riqueza que lhe é de origem: a floresta e seus povos. Leia mais >

  • É carro pra todo lado

    Postado por bcamara - 21 - dez - 2010 às 18:21

    A economia vibra, o povo comemora, o clima esquenta e as cidades param. Com uma curva de vendas que não para de subir, a indústria dos automóveis tem feito surgir sentimentos opostos na população nacional. Com pelo menos um carro ou moto em 47% das casas do país, a população está satisfeita pelas facilidades na aquisição de automóveis. Mas é só sair da garagem para que a alegria vire um pesadelo: os congestionamentos nunca estiveram tão onipresentes.

    Em São Paulo, estudos já apontam que algumas pessoas passam 23% de suas vidas paradas em filas quilométricas no trânsito. O resultado, além do estresse, é uma poluição que mata pelo menos três mil pessoas a cada ano. Mas isso não parece afetar o consumidor: o ritmo de crescimento da frota de automóveis é mais que o dobro do que o PIB nacional.

    Em entrevista ao site O Eco, o engenheiro de transportes Carlos Henrique Ribeiro de Carvalho fala desses números. À frente da pesquisa “Mobilidade Urbana e posse de veículos”, divulgada pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA), Carvalho alerta que quanto mais carros nas ruas, mais acidentes, congestionamentos e poluição.

    Equilibrado, o engenheiro legitima a vontade das pessoas por um veículo próprio. E ressalta o papel dos governos: enquanto não houver investimento em transporte público, não vai ter cristão que deixe o carro em casa para se pendurar num ônibus entupido de gente. Leia mais >

  • Violência condenada

    Postado por camorim - 16 - dez - 2010 às 16:33

    Num passado não muito distante, num gélido país do Hemisfério Norte, centenas de pessoas protestavam pelas ruas pacificamente por um mundo melhor. Havia uma certa excitação no ar, uma expectativa de que as vozes em uníssono fossem ouvidas pelos chefes de Estado, para que fizessem mais pela humanidade. Havia também uma certa tensão entre os participantes, pois aquele país havia baixado uma lei antiterror para coibir manifestações como aquela.

    O ano era 2010 e o local, Copenhague, na Dinamarca, mais especificamente as vizinhanças do Bella Center, onde acontecia a 15ª Conferência do Clima (COP15).

    O clima de tensão prevaleceu quando a marcha encontrou um cordão de policiais, que impediu a passagem dos manifestantes. Houve discussão e, por fim, pancadaria.

    Agora, um ano depois, a Justiça dinamarquesa condenou a polícia por abuso de poder e de violência naquela ocasião (leia aqui, em inglês). Também exigiu o pagamento de uma indenização para 200 pessoas que participavam do protesto.

    Os relatos de violência e violações dos direitos civis foram constantes na COP15, tanto contra manifestantes quanto contra a imprensa. Diversos ativistas do Greenpeace e de outras organizações foram detidos. O caso mais emblemático talvez seja dos quatro que ficaram conhecidos como “os ativistas do tapete vermelho”, presos por 21 dias apenas por abrirem uma faixa na entrada do jantar promovido pela rainha aos chefes de Estado. Eles ainda respondem a um processo e podem voltar para a prisão

    Felizmente, na COP16, este ano em Cancún, o clima foi outro. Mas isso porque a expectativa de decisão sobre um acordo que controle as mudanças climáticas era extremamente baixa. Espera-se que, com decisões como a tomada pela Justiça dinamarquesa, cenas de violência e repressão como as ocorridas em Copenhague nunca mais sejam vistas – mesmo quando a expectativa em torno dos resultados da conferência voltar a subir.

     

    https://www.greenpeace.org